Cada um de nós trouxe uma lembrança única do Paraguai. Que nem a saudade de casa, ou da terra natal, apagaram quando desembarcamos na rodoviária do Tietê. A maioria, aliás, voltou de mãos vazias, pois, entre acasos de coincidências, privilegiamos o trabalho. É sério (que meninos aplicados, não?). Cada discussão, cada passeio, cada piada, porém, valeu a pena. A viagem, de fato, continua muito viva em nossa memória.
Como esquecer, por exemplo, a tarde em que, quando voltávamos para o hotel depois de uma visita empolgante à outlet da Puma, o Átila (na foto à direita, de branco) resolveu 'pescar' em pleno ônibus? Ou das vezes (umas duas, pelo menos) em que, no hotel, trancamos a porta do quarto com a chave dentro? Vale lembrar - só para o leitor não achar que somos imbecis - que as portas de nosso hotel, o agradável Palmas de Sol, não podiam ser abertas pelo lado de fora!
O que falar, então, da partida que, sem querer, descobrimos no bairro da Chacarita? Vimos tudo de longe - a torcida gritando, a bola rolando, tudo - sem nem desconfiarmos de que o jogo, na verdade, valia o título do campeonato juvenil de futebol de Assunção. E pensar que o time visitante, derrotado naquela tarde, tinha se hospedado no mesmo hotel que a gente...
E quem de nós vai se esquecer da Daniela, a bela e simpática vendedora da Praça da Liberadade - um tipo de feira de camelôs a céu aberto? As únicas lembranças materiais da viagem, inclusive, vieram de lá. De chaveiros a potes de tererê (o chimarão paraguaio); de quadros a flâmulas e bandeiras: tudo o que é manufatura o turista acha por lá.
As malas não voltaram cheias de presentes. Mas a saudade não coube na bagagem.