10.29.2007

Eternamente na memória


Sexta-feira, 6 e meia da tarde no Brasil. A aventura rumo ao Paraguai começava.
Estávamos dentro do ônibus que partiria para Assunção. Pela frente, 20 horas de estrada até a capital paraguaia.

No coração, a felicidade de conhecermos o Paraguai, a esperança de passarmos bons momentos por lá, conhecer uma nova cultura, conversar com as pessoas, trazer um pouco da alegria brasileira para os paraguaios.

Na cabeça, algumas dúvidas nos inquietavam. Como seríamos recebidos pelo povo? Será que o Paraguai é uma 25 de Março a céu aberto? O povo teria feições indíginas, como imaginamos? A pobreza é muito grande? Eles gostam dos brasileiros ou não?

Ao passarmos pela fronteira, pensamos que nossos preconceitos seriam confirmados. Ciudad del Este é uma cidadezinha feia, com muito comércio e propagandas para todos os lados. A poluição visual é uma característica marcante desta cidade.

Ao chegarmos em Assunção, no entanto, nossas opiniões mudaram bastante. Em muitos pontos, parece uma cidade do inteiror. As pessoas são muito parecidas com os brasileiros. Apesar da vida sofrida, as pessoas são alegres, sorriem bastante. E elas não têm traços indíginas, como previmos erradamente.

Fomos muito bem recebidos por todos. Eles adoram a alegria dos brasileiros, são fãs do nosso futebol e admiram a beleza das brasileiras. Eles entendem das coisas mesmo...

Mas nem tudo são flores. O contraste social é grande. A maioria dos carros são bem antigos. Para se ter idéia, andamos num táxi fabricado em 1979. Às vezes, passavam uns carros maravilhosos. 90% das pessoas andam em carros antigos; 10%, em verdadeiras máquinas.

E no centro da cidade foi onde encontramos a maior marca da desigualdade. Um monumental Congresso Nacional, todo envidraçado, com escadas de mármore bem polido. Os governantes paraguaios trabalham, realmente, num lugar esplendoroso. Do outro lado da rua, uma grande favela, conhecida como Chacarita, com seus barracos precários, pessoas famintas e sujas, com crianças pedintes, convivendo em triste harmonia.

Mas o lado trise, apesar de existir e não poder ser deixado de lado, é uma parte muito pequena de toda a beleza exótica do local. Cinco dias em Assunção, aventuras que não voltam mais, apenas gravadas em nossas lembranças.

6 comentários:

Lívia Lima disse...

Entrei no esportejornalismo e sem querer achei o blog de vcs....

Que legal....se vcs quiserem nós chicas podemos colaborar com nossas impressões paraguaias também....

bjs

Anônimo disse...

A foto onde estamos é, sem dúvida, um dos locais mais belos de Assunção.

Esse lugar vai deixar saudades mesmo, ainda mais com a companhia do nosso amigo Atila Bene.


"Eu gosto de intercalar, Lucas"

Bruno disse...

realmente chefito as nossas concepções sobre o paraguai se modificaram do senso comum de pirataria e muita pobreza...

em muitos aspectos eles são como nós brasileiros, simpáticos e sempre de bom humor...

porém são mais desconfiados com os estrangeiros...
apenas minha humilde opinião

abraço a todos

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thiago Moura disse...

Deve ter sido uma grande aventura mesmo. Lamento muito não poder ter ido.
Como diria meu grande amigo Lucas Rossi: "Um grande abraço".

Felipe Simi disse...

I-nes-que-cí-vel! Cada vez que lembro das nossas travessuras, dá uma nostalgia danada... Mas valeu muito a pena. Cumprimos nossos compromissos com uma responsabilidade invejável.

Parabéns a todos!